TRABALHO | 24.JANEIRO.2022

O novo mundo do trabalho, segundo Larry Fink

“Nenhuma relação foi mais alterada pela pandemia do que a relação entre empregadores e funcionários”, escreve Larry Fink, presidente do conselho de administração e diretor executivo da BlackRock, maior gestora de investimentos do mundo.

Anualmente, Fink publica uma carta endereçada a CEOs para falar sobre os temas que acredita serem vitais para gerar retornos duradouros a longo prazo. No documento deste ano, o executivo destacou o novo mundo do trabalho.

“À medida que as empresas se reconstroem saindo da pandemia, os CEOs encaram um paradigma profundamente diferente do que estávamos habituados. As empresas esperavam que os trabalhadores estivessem no escritório cinco dias por semana. A saúde mental raramente era discutida nos locais de trabalho. E os salários para aqueles com rendimentos baixos e médios mal aumentavam. Esse mundo acabou”, declara.

 

Ir cinco dias por semana ao escritório ficou no passado?

A taxa de demissões nos Estados Unidos e no Reino Unido atingiu altas históricas em 2021. O movimento de demissão em massa foi chamado de “A grande renúncia” e tem sido acompanhado de perto por especialistas.

No Brasil, a consultoria Robert Half constatou em pesquisa com mais de mil profissionais empregados que 49% desejam trocar de empresa neste ano. Segundo o Guia Salarial 2022, a taxa de trabalhadores que preferem trabalhar mais dias em casa do que no escritório é de 63%.

De acordo com Fink, funcionários em todo o mundo querem mais de seus empregadores, incluindo maior flexibilidade e trabalhos mais significativos. E para o executivo, trabalhadores que exigem mais de seus empregadores são uma caraterística essencial do capitalismo:

“Isso impulsiona a prosperidade e cria um cenário mais competitivo para os profissionais, forçando as empresas a criar ambientes melhores e mais inovadores para eles – ações que os ajudarão a alcançar maiores lucros para seus acionistas. As empresas que oferecem isso estão colhendo os frutos”, afirma.

Segundo ele, empresas que fortaleceram os vínculos com seus empregados ao longo da pandemia estão sofrendo menos com a rotatividade. E quem ainda não está ouvindo seus funcionários, o faz por sua conta e risco.

O executivo aponta que criar esse ambiente vai além das questões de pagamento e flexibilidade. A pandemia evidenciou questões como igualdade racial, cuidados infantis, saúde mental e diferenças geracionais no trabalho – temas que, agora, deverão estar no centro das atenções das lideranças.

Leia a carta de Larry Fink na íntegra.

 

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