PLANOS DE SAÚDE | 22.JULHO.2020
Pela primeira vez desde o início da pandemia, a taxa de ocupação dos leitos alocados pelos planos de saúde para pacientes com Covid-19 diminuiu: 59% em junho, frente à 61% no mês anterior. Os dados foram divulgados, nesta terça-feira (21/07), pela Agência Nacional de Saúde Suplementar.
A taxa de ocupação de leitos na UTI para Covid-19 se manteve em 65% entre maio e junho, porém, a alocação para internações relacionadas à doença apresentou queda de 59% para 51% no mês seis. A taxa de ocupação geral de leitos manteve-se estável em relação a maio (62%) e abaixo da taxa verificada no mesmo período do ano passado (75%).
Assistência médica e hospitalar
De maneira geral, os números também reforçam a tendência de retomada das consultas em pronto-socorro não relacionadas ao coronavírus, além de exames e terapias realizados fora do ambiente hospitalar. Nos dois casos, contudo, o retorno acontece de forma gradativa e continua inferior ao período anterior à pandemia.
A quantidade de consultas em pronto-socorro que não geraram internações cresceu 20% em junho. Os custos por diária em internações com ou sem UTI mantiveram-se estáveis em relação a maio. A duração de uma internação por Covid-19 permanece mais longa que os outros tipos. Veja aqui o boletim na íntegra.

Fonte: ANS
Sinistralidade e inadimplência
Em relação aos dados econômico-financeiros, houve um pequeno aumento nos valores pagos pelos beneficiários em junho. A queda do índice de sinistralidade vista em maio se acentuou no mês seguinte, devido à baixa dos valores pagos pelas operadoras a fornecedores. Em junho, o índice de sinistralidade (mediana) foi de 59%, frente 65% registrado em maio.
Quanto à inadimplência, os dados de junho apresentam leve queda em relação ao mês anterior, tanto para planos individuais ou familiares, quanto para coletivos; retornando para mais próximo do nível histórico, após elevação do indicador em maio.
Nos planos individuais foi registrada mediada de 10% (em maio, foi 13%); já nos planos coletivos, em junho o percentual de inadimplência ficou em 5% (em maio, foi de 7%).
Reclamações dos consumidores
O boletim informa, ainda, o número de demandas relacionadas ao tema Coronavírus efetuadas pelos beneficiários de planos de saúde. Do início de março até o final de junho, foram registrados 8.934 pedidos de informações e 5.766 reclamações sobre Covid-19.
Do total de reclamações, cerca de 40% dizem respeito a dificuldades relativas à realização de exames e tratamento; 40% se referem a outras assistências afetadas pela pandemia; e 20% são reclamações sobre temas não assistenciais (contratos e regulamentos, por exemplo).
Se considerado o número total de reclamações registradas em junho, é verificado um crescimento de 21,4% no número de queixas em relação ao mês anterior: foram registradas 11.097 reclamações naquele mês, frente 9.138 queixas registradas em maio. Do total de reclamações em junho, 17,8% foram relacionadas à Covid-19 (1.973 reclamações).
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