SALDO POSITIVO | 05.SETEMBRO.2017

Oportunidade de emprego na saúde suplementar cresce

Entre empregos diretos e indiretos, a cadeia de saúde suplementar, que engloba os fornecedores de materiais, medicamentos e equipamentos, prestadores de serviços de saúde e, operadoras e seguradoras, tem 7,9% da força de trabalho empregada do país. Das mais de 42 milhões de pessoas empregadas, 3 milhões estão neste mercado.

A terceira edição do Relatório de Emprego na Cadeia da Saúde Suplementar, publicado pelo IESS, mostrou que entre junho/2016 e junho/2017 foram criados 31 mil novos postos de trabalho no setor. Um aumento de 1,5% que surpreende em comparação ao mercado de trabalho nacional, que no mesmo período teve retração de 2,3%.

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O subsetor que mais contratou foi o de fornecedores, com crescimento de 1,7%, seguido dos prestadores, 1,5% e operadoras, 1,1%. Hoje, os prestadores detêm 71,3% dos vínculos de trabalho do mercado, os fornecedores 24,2% e operadoras, com o menor percentual, 4,4%.

No total foram mais de 9 mil vagas. Apesar da região sudeste ter sido a que mais contratou, com mais de 4 mil oportunidades preenchidas, o crescimento não é uma tendência local. Em maior ou menor intensidade, o emprego na área da saúde cresce em todo o Brasil.

Esses bons resultados, fora da curva do atual desemprego que atinge o país, podem ser explicados por alguns fatores. Mesmo em épocas de crise, o comércio de planos de saúde não para. E o redesenho do plano, na busca pela redução de custos, quase sempre gera uma nova venda e aquece o mercado.

A maior preocupação com a qualidade de vida, o envelhecimento da população e o avanço das doenças crônicas, também influenciam diretamente no saldo positivo de empregos. Em 2016, apesar da queda de 1,5 milhão clientes, o número de atendimentos nos planos aumentou 192 milhões entre exames e consultas – a demanda não cai. A crise acertou em cheio o número de beneficiários, mas não conseguiu desestabilizar o emprego na saúde privada.