BOM PARA TODOS | 08.DEZEMBRO.2017

Médico de confiança: por que você deveria ter

Pode ser um clínico geral, um ginecologista para as mulheres ou um urologista para os homens, todo mundo deveria ter aquele médico de confiança, com quem se consulta uma vez ao ano ou por quem procura quando não se sente bem, em vez de ir direto ao pronto-socorro.

A maioria das pessoas vai direto para o hospital ou para o consultório do primeiro médico com agenda disponível na rede do plano de saúde. Se for um especialista, melhor ainda. Mas essa não é a melhor forma de cuidar da saúde.

Cada novo profissional que você consulta precisa recuperar todo o seu histórico de saúde para entender você e resolver seu problema da melhor forma. Fazer isso bem feito toma tempo do médico e demanda exames adicionais – muitos deles de alto custo – que poderiam ser evitados se esse fosse seu médico de confiança.

 

Mas o que isso tem a ver comigo?

Já falamos aqui que a saúde suplementar é uma complexa cadeia de valor em que cada um dos elos impacta no outro. E você, enquanto cliente dos planos de saúde, também faz parte dessa cadeia.

Ligados a você estão operadoras, corretoras, fornecedores e todos os outros atores desse mercado que sofre o impacto da inflação médica recorde – 19,4% em 2016 -, judicialização crescente, incorporação de novas tecnologias, sistema de pagamento fee for service (por procedimento, não performance), entre outros fatores que elevam os custos médicos. Se a maioria dos beneficiários tivesse um médico de confiança, que conhecesse seu histórico e que valorizasse a anamnese, haveria um impacto significativo dos custos de saúde e, consequentemente, no valor do plano.

Para se ter uma dimensão do custo que poderia ser evitado, estima-se que até 40% de todos os gastos em saúde sejam desperdiçados por ineficiência do sistema, segundo o relatório “O Financiamento da Cobertura Universal”, da OMS. Um exemplo é o excesso de exames. Hoje, o brasileiro faz mais ressonâncias e tomografias, procedimentos de alto custo, do que cidadãos de países desenvolvidos.

Há vários desafios do mercado de saúde suplementar no Brasil. Mas todos entendem que, atualmente, o maior deles é mudar o comportamento do brasileiro em relação ao cuidado de si.

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