OLHO NOS CUSTOS | 01.DEZEMBRO.2017

Gestão de afastados nas empresas

Acompanhar os atestados médicos, seja pelo departamento de medicina do trabalho, de recursos humanos ou por parceiros especializados, deve ser uma prioridade na gestão de pessoas de uma empresa. Este acompanhamento permite a identificação dos colaboradores que faltam constantemente por problemas de saúde. O objetivo é auxiliá-los nos cuidados preventivos de saúde e evitar afastamentos futuros – e todos os custos relacionados a eles.

Quando é necessário o afastamento, faz parte do trabalho da empresa oferecer suporte durante o processo de perícia e licença, auxiliando nos cuidados de saúde e recuperação do colaborador. É a empresa que também deve apoiar o retorno seguro para o posto de trabalho que for mais adequado às condições de saúde dele.

O profissional, mesmo que não presente fisicamente no escritório, continua sendo um funcionário. É preciso sempre levar isto em consideração, para evitar complicações na gestão de afastados, dentre elas, o limbo previdenciário e as fraudes.

 

Limbo previdenciário e fraudes estão entre os maiores problemas na gestão de afastados

O tempo de afastamento de um colaborador é definido por um laudo do perito médico do INSS. Os primeiros 15 dias são subsidiados pela empresa, após esse período, o pagamento é feito pelo sistema previdenciário.

Como a avaliação do perito nem sempre leva em conta as características individuais, usando tabelas padronizadas para cada problema, o resultado da perícia nem sempre condiz com as reais condições de saúde do paciente.

Assim, muitas vezes, o funcionário recebe alta pelo INSS, mas acaba não retornando ao trabalho. Existem diversas razões para isso, como: o médico da empresa entende que ele não está apto para retornar ou o próprio colaborador pode não se sentir bem para retornar às suas atividades, mas não retornar para fazer o exame médico que comprove sua situação. Com isso, ele fica sem cobertura da previdência e sem o salário da empresa, entrando no chamado limbo previdenciário.

Ainda não há legislação no Brasil focada em resolver este problema. Por isso, os funcionários nessa situação, sem receber o benefício da previdência e sem poder retornar ao posto de trabalho, entram na justiça contra a empresa contratante para ser ressarcido.

Outro problema importante, e comum, é a fraude de atestados e laudos médicos para aumentar o período de licença remunerada. O RH pode evitar essa situação observando a frequência de uso do plano de saúde em consultas, exames e terapias durante o período de afastamento.

 

Gestão de saúde previne custos de afastamentos

Hoje, quantas pessoas são diabéticas, hipertensas ou sofrem de problemas osteomusculares na empresa? Quantas delas têm se consultado com o cardiologista ou ortopedista com frequência? E o que a empresa pode fazer para ajudar a melhorar a qualidade de vida?

Não é preciso esperar pelos atestados para começar um trabalho de gestão de custos de saúde na empresa. Conhecer o perfil de saúde e comportamento de utilização dos benefícios da sua população e, a partir dessas informações, desenvolver ações preventivas e de acompanhamento é fundamental para evitar o aumento no número de licenças e os gastos relacionados a elas.