CAMPANHA DE VACINAÇÃO | 12.JANEIRO.2018

Febre amarela: vacinação fracionada começa no próximo mês

Adotado por outros países que passaram pela mesma situação, o fracionamento é uma estratégia de imunização segura contra febre amarela, recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que garante a cobertura rápida, sem comprometer os estoques. O objetivo é evitar que o surto de 2017 se repita.

Inicialmente, apenas os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia aplicarão doses fracionadas entre os meses de fevereiro e março deste ano. Os demais estados continuam aplicando a dose única.

 

O que mudou na vacina?

A vacina é a mesma, a diferença é que a dose fracionada contém 0,1 ml do soro, isso é 1/5 da dose padrão. Quem recebe essa dose, fica imunizado por menos tempo – 8 anos segundo estudos do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Biomanguinhos/Fiocruz), acompanhados pelo Ministério da Saúde.

Desde 2014 a OMS recomenda a dose única, mas essa recomendação só foi adotada pelo Brasil em 2017, após o início do surto que atingiu estados em que a vacinação não era obrigatória. Antes disso, a imunização completa era feita por duas doses com intervalo de 10 anos.

 

Quem precisa tomar a vacina?

Quem já recebeu a dose única, está imunizado por toda a vida. A vacinação fracionada é recomendada para pessoas a partir dos dois anos. Quem receber a dose fracionada terá um selo diferente na carteira de vacinação e precisará se vacinar novamente.

Crianças entre 9 meses e 2 anos, gestantes, lactantes, portadores do vírus HIV, pacientes no final do tratamento com quimioterapia ou com imunossupressão devem receber a dose única e com recomendação médica. Pessoas com viagem marcada para países que exigem o certificado internacional de vacinação recebem a dose única. A vacina é contraindicada para pessoas com câncer e reação alérgica grave à proteína do ovo.

Quem recebe a vacina, independente da dosagem, não pode doar sangue nas 4 semanas seguintes. Se você deseja doar, procure um hemocentro antes de se vacinar.

 

Quais as áreas de risco?

Atualmente a vacina é recomendada para estados: Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Maranhão, Piauí, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Quem mora ou for viajar para algum desses estados, deve se vacinar.

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